Viagem à Angra dos Reis

Na segunda-feira dia 09/12/13, estudantes do curso técnico em Eletroeletrônica do campus Rio do Sul e de Eletromecânica do campus Ibirama, juntamente com acadêmicos de Física-licenciatura do campus Rio do Sul, acompanhados dos professores Luciano Sena do campus Ibirama e Roberto de Mattos Soldi do campus Rio do Sul, realizaram visitação técnica à usina nuclear de Angra dos Reais, no estado do Rio de Janeiro.

A visita teve por objetivo específico mostrar aos alunos dos cursos técnicos uma possível área de atuação, e aos futuros professores de física, fornecer conhecimentos que poderão ser repassados aos seus alunos. O objetivo geral foi mostrar aos estudantes a geração de energia elétrica a partir da fissão do átomo de urânio, que apesar de não fazer parte da nossa realidade local, faz parte da matriz energética do país.

Chegando ao espaço da Eletrobrás os estudantes participaram de uma palestra no observatório da usina, onde o palestrante, o Sr. José Chain, gerente de relações públicas da Eletronuclear, mostrou como são obtidas as pastilhas de urânio enriquecido, como a energia elétrica é obtida através da reação de fissão nuclear, como funcionam os sistemas de refrigeração da usina, e os diferenciais entre as usinas Angra I e Angra II, e entre estas e as usinas de Chernobyl e Fukushima. Além disto, comentou sobre o destino de resíduos radioativos, o que está sendo feito para proteção ambiental na região da usina e sobre a matriz energética nacional e internacional. Ao final o palestrante apresentou dados, estatísticas e informações referente ao Brasil que não são normalmente divulgadas na mídia.

Na saída da palestra os estudantes puderam dar uma olhada no espaço museu existente no observatório, podem ser vistas maquetes de Angra II, simulações e até mesmo peças que fazem parte da reação de fissão, claro que tudo sem emissão de radiação. Na parte externa do observatório podem ser vistas as usinas Angra I e II, à direita Angra III, em construção.

Pouco antes do meio dia foi realizada a visitação técnica no espaço interno da usina, onde se pode ver toda a segurança que estas oferecem, principalmente contra terrorismo. Foi possível também ver a sala onde os técnicos da Eletronuclear realizam a operação da usina de Angra II. Esta sala possui milhares de controles que comandam milhares de sensores do reator.

O almoço foi na vila exclusiva dos funcionários da Eletronuclear, em um restaurante interno, ao lado do mar. Após o delicioso almoço os estudantes foram encaminhados à outra vila da Eletronuclear, onde fica o Simulador de Angra II. Neste simulador os operadores da usina ficam nada menos que cinco anos fazendo seu treinamento para talvez conseguir seu certificado. Outra informação que foi dada é que de tempos em tempos, a equipe inteira de operadores volta ao simulador para uma avaliação em grupo, onde se um deles reprovar, o grupo todo reprova.

Após as visitas a estes lugares dentro do complexo da Eletronuclear, os estudantes e professores, enfrentaram mais vinte e duas horas de viagem para voltar aos seus devidos campus.

Por Peterson Dirksen e Roberto Soldi

Esta entrada foi publicada em Sem categoria. Adicione o link permanente aos seus favoritos.